estamos a assistir a uma revolução

estamos a assistir a uma revolução.

muito se tem ouvido a palavra 𝘱𝘳𝘰𝘷𝘰𝘤𝘢çã𝘰 e é importante endereçarmos essa palavra. de facto, houve uma provocação: um povo estrangulado pela especulação imobiliária e por um mercado de habitação selvagem e desregulado foi provocado pelo atual governo no dia em que foram lançadas as novas medidas para a habitação. meses antes veio um novo pacote laboral que visa desproteger ainda mais a classe trabalhadora. então sim, o governo provocou esta comoção e indignação coletiva.

apesar da indignação, as manifestações têm se mostrado pacíficas e ordeiras – não fôssemos nós o povo conhecido por termos feito a revolução mais pacífica da história. havia motivo para desordem, afinal o povo está sem tecto. a desordem seria totalmente justificável. ainda assim, o que vejo nas praças são pessoas a dançar, a cantar e a ajudarem-se. o que vejo nas praças é cuidado e afeto. porque a resistência também se faz no amor.

do outro lado o que vemos é ódio, repressão, abuso de poder, ignorância. 𝘦𝘭𝘦𝘴 𝘵ê𝘮 𝘮𝘦𝘥𝘰 𝘥𝘦 𝘲𝘶𝘦 𝘯ã𝘰 𝘵𝘦𝘯𝘩𝘢𝘮𝘰𝘴 𝘮𝘦𝘥𝘰, como diz o tema da Capicua. e nessa tarefa de violência desproporcional, vemos uma classe policial e política impunes.

António José Seguro não é 𝘴𝘦𝘨𝘶𝘳𝘢𝘮𝘦𝘯𝘵𝘦 fascista. mas não será cúmplice quando a sua resposta é o silêncio? não sou marcelista, mas afirmo com…

Fonte: Acampada Setúbal no Instagram ↗